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Petroleira Statoil vai perfurar 30 poços de exploração em 2017


Melhores condições no mercado abrem espaço para elevação de investimentos

A Statoil pretende perfurar 30 poços exploratórios em 2017, aumento em relação aos 23 poços completados em 2016. Metade da perfurações previstas para o ano serão feitas na Noruega, mas a empresa destacou que os poços internacionais buscarão não somente oportunidades de crescimento em bacias nas quais a companhia já está estabelecida com descobertas e campos em produção, como também áreas de nova fronteira. 

“Após assumirmos a operação da descoberta de Carcará, o Brasil se tornou ainda mais importante no portfólio da Statoil também na área de exploração. Aumentaremos a exploração também no Reino Unido, que receberá três novos poços da Statoil em 2017”, afirmou Tim Dodson, vice-presidente de Exploração da companhia.

Há também novos poços exploratórios programados para o Golfo do México americano e novas fronteiras no México e no Suriname. Dodson explica, porém, que as perfurações dependem de permissões, disponibilidade de sondas e aprovação das companhias parceiras.

“Aproveitando melhorias internas e a mudança nas condições de mercado, fomos capazes de planejar mais poços, mais áreas e mais sísmicas para nossos investimentos em exploração nos próximos anos”, afirmou o executivo.

No Brasil, a Statoil opera o BM-S-8 – após comprar a participação da Petrobras – onde foi feita a descoberta de Carcará, na Bacia de Santos; o C-M-539, onde está a descoberta de Pão de Açúcar, na Bacia de Campos; o campo de Peregrino, na Bacia de Campos; e outros quatro blocos na Bacia do Espírito Santo. A petroleira também tem participação em mais quatro blocos na Bacia do Espírito Santo, onde são avaliadas as descobertas de São Bernardo e Toninha, e tem uma parcela do BM-J-3, na Bacia do Jequitinhonha.

A petroleira norueguesa não é a primeira companhia a dar atenção à necessidade do retorno dos investimentos exploratórios após os fortes cortes sofridos com a queda do barril desde o segundo semestre de 2014. No final de 2016, a diretora de E&P da Petrobras, Solange Guedes, afirmou que a companhia quer reconstruir sua atividade exploratória assim que novas áreas forem ofertadas.

“Agora não é a nossa prioridade, mas precisamos voltar e voltaremos”, afirmou Solange.

De acordo com a consultoria WoodMackenzie, os investimentos globais em exploração em 2017 devem ficar em linha com os US$ 40 bilhões registrados em 2016, mas os custos mais baixos devem fazer com que o número de perfurações seja maior. A expectativa é que a indústria se adapte para que as atividades exploratórias sejam menores e mais eficientes, sendo que as melhores descobertas devem vir de novos ativos e áreas de fronteira. 

“As escolhas mais inteligentes para os portfólios e a baixa nos custos já estão dando frutos. A indústria está focada na aquisição de novas áreas e na preparação para o longo prazo”, explica Andrew Latham, vice-presidente de exploração da WoodMackenzie.